Transtorno do Espectro Autista

É um transtorno do neurodesenvolvimento (ninguém se torna TEA, quem tem já possui desde seu desenvolvimento ainda no útero), que atinge de modo e intensidade diferentes cada pessoa.

O impacto não é só na aprendizagem escolar, mas sim em todos aspectos da vida: social, pessoal e profissional.

Estudos indicam que sua causa esteja ligada a interação de fatores genéticos e ambientais.

Atinge em torno de 1,2% das pessoas, tendo uma média de 1 diagnóstico a cada 31 crianças (2025, EUA).

Identificando o TEA:

O diagnóstico é feito por uma avaliação clínica e comportamental detalhada, onde se observa:

  • Na comunicação: atraso ou ausência da fala, apraxia, ecolalia, dificuldade em entender gírias, expressões faciais, metáforas, ironias, gestos, assuntos que são abordados fora de contexto

  • No comportamento: demora em sentar, engatinhar, andar, desfraldar, necessidade de rotina, rigidez à imprevistos, hiperfoco (interesse restrito e intenso), esteriotipias, rituais, muita resistência à frustração

  • Nos sentidos: sensibilidade aumentada ou diminuída a sons, luzes, texturas ou cheiros, pode andar nas pontas dos pés, sentar em forma de w, se incomodar com etiquetas das roupas, ter aversão à texturas de alguns alimentos

  • Nas brincadeiras: são mais solitários, gostam de usar os brinquedos de forma não convencional (como enfileirar carrinhos), interesses restritos e repetitivos, com muita insistência.

  • No isolamento: geralmente o TEA precisa de um tempo sozinho para que possa regular suas emoções e se recuperar de sobrecargas sensoriais ou de interações sociais desafiadoras. É um mecanismo de enfrentamento e autocuidado, não apenas um desejo de isolamento.

Possui 3 níveis de suporte:

  • 1 considerado o antigo asperger, ou seja, o mais leve, com pouca necessidade de suporte

  • 2 intermediário, com necessidade de suporte em algumas áreas

  • 3 severo, com necessidade de muito suporte em todas áreas do desenvolvimento

No nível 1, o QI pode até ser mais alto que a média para a idade (principalmente quando o hiperfoco é mais presente, são os “gênios” por ter uma habilidade extraordinária), o que não acontece nos níveis 2 e 3, quando a presença de Deficiência Intelectual tem grande chance de estar presente (40%).

Todo TEA pode ter TDAH (50%) - impulsividade e dificuldade de atenção.

Todo TEA pode ter TOD (30%) - comportamentos opositores, hostis e desafiadores.

Por se tratar de um transtorno neurobiológico o diagnóstico deve ser feito pelo médico neurologista e/ou psiquiatra (que podem envolver medicação para atenuar os sintomas e com isso melhorar o desenvolvimento e qualidade de vida), sempre contando com apoio de profissionais que podem auxiliar muito tanto no diagnóstico como na intervenção:

  • Pediatra

  • Professores

  • Neuropsicopedagoga

  • Fonoaudióloga

  • Psicóloga

Quanto mais leve é o nível de suporte mais difícil é o seu diagnóstico, uma vez que os sintomas presentes, acontecem de forma mais esporádica e em menor grau de intensidade e duração.

TEA não tem cura, mas intervenções regulares e assertivas podem melhorar muito a qualidade de vida não só do paciente como de todos que com ele convivem (pode mudar inclusive o nível de suporte).

Caso precise de ajuda, conte comigo, eu posso ajudar através de atendimentos personalizados num consultório completo e muito acolhedor, com atividades divertidas e estimulantes.

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